sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Oficina: Máquina de Rube Goldeberg com Arduino


Uma bolinha deve chegar ao seu destino - cabe aos participantes criar o caminho para isso, por meio da montagem coletiva de uma máquina de Rube Goldberg, geringonça feita com materiais como parafusos, elásticos, pregadores de roupa e sucata, conectados pelo  sistema Arduíno.
Com Nathan Rabionovitch         





 O que é uma Máquina de Rube Goldenberg?

Uma máquina de Rube Goldberg é uma máquina que executa uma tarefa simples de uma maneira extremamente complicada, geralmente utilizando uma reação em cadeia, que é o que nós fizemos na oficina. 
Não sei se vocês já assistiram Rá Tim Bum, mas a abertura deste desenho é uma máquina de Rube Goldenberg, legal não é mesmo? A nossa não é tão aprimorada e bonita quanto aquela, mas nós já temos um começo!



O que é o  Arduino?

É uma placa composta por um microcontrolador Atmel, circuitos de entrada/saída e que pode ser facilmente conectada à um computador e programada via IDE (Integrated Development Environment, ou Ambiente de Desenvolvimento Integrado) utilizando uma linguagem baseada em C/C++, sem a necessidade de equipamentos extras além de um cabo USB.
Depois de programado, o microcontrolador Arduino pode ser usado de forma independente, ou seja, você pode colocá-lo para controlar um robô, uma lixeira, um ventilador, as luzes da sua casa, a temperatura do ar condicionado, pode utilizá-lo como um aparelho de medição ou qualquer outro projeto que vier à cabeça, como por exemplo ativar a nossa máquina de Rube Goldeberg.

Falando agora um pouco sobre a oficina:
Quando  cheguei na oficina me senti um pouco perdida, todos os participantes tinham cara de inteligente e eu lá, sendo só eu mesma. No início, quando o oficineiro disse que cada um construiria uma parte da máquina em particular quase gelei, pensei " nossa será que vou mesmo conseguir fazer isso? Nem deveria ter vindo para não passar essa vergonha."
Logo após de ter feito algumas análises do material que tínhamos disponível e também de ter pegado algumas dicas que o oficineiro nos passou, iniciei a construção de minha parte, percebi que não seria tão difícil quando estava achando que fosse, então fiquei mais tranquilha e fui produzindo. Foi divertido participar dessa oficina tão diferente das que estou acostumada, perceber conseguiria fazer a montagem e que  no final tudo acabou dando super certo  foi bem gratificante, até consegui fazer com que minha parte ficasse melhor do que de algumas outras pessoas! No vídeo, a minha parte é a primeira que aparece, caso queiram comparar com alguma outra!
Gostaram da nossa máquina, pois eu adorei! Se eu pudesse faria mais um três oficinais dessa! <3

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Nervosinho - Tinta Acrílica e Aquarela





Hoje eu só vim para lhes mostrar essa gracinha que pintei a algum tempo, estava tudo tão corrido que acabei me esquecendo de tirar foto para  postar aqui queridinhos!

A técnica é basicamente a mesma de sempre, aquela que eu adoro.
O fundo bem solto pintado com tinta Aquarela e os detalhes na frente, mais precisos, pintados com tinta Acrílica, dando esse efeito descolado  e detalhado ao mesmo tempo!

Eu simplesmente estou apaixonada por ele, adorei te-lo feito, se pudesse pintaria mais uns 10 tigres com muita felicidades!


Técnica: Acrílico e Aquarela
Dimensão: 50x70
Tela: Painel


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Oficina: Direção e Dramaturgia & Espetáculo Projeto Preto: Abertura de Processo


"Processos criativos de escrita múltiplas para a cena, a partir do repertório autoral do dramaturgo e diretor Márcio Abreu e da obra desenvolvida junto à Companhia Brasileira de Teatro."

Lá está Márcio Abreu, sentado, observando a pessoa que está a lhe fazer uma pergunta, pensa ele nas  variáveis de sua resposta, a quais são infinitas.( risos risos)

Quis começar o texto de maneira diferente hoje, porque sim. Mas, mesmo assim, não deixarei de lhes dar um bom dia/tarde/noite bem aconchegante e perguntar como vão os meus queridos leitores?

Sim, sou uma pessoa de sorte por ter podido participar de uma oficina com o diretor  Márcio Abreu e de ter podido também ver o belíssimo ensaio do "Projeto Preto", com nossa querida Renata Sorrah, a famosa e cruel Nazaré da novela Senhora do Destino.

Vou falar primeiramente da Oficina de Direção e Dramaturgia (a foto se refere a ela). Foi uma oficina bem legal, que acentuou bastante o trabalho em grupo que os atores devem ter. Uma peça, mesmo que um monólogo, não é feita sozinha, você precisa do outro. Imagina agora uma peça em que atuam 30 atores? Como não precisar intensamente da ajuda do outro?
Eu já participei de algumas peças, sei o quanto é importante a ligação com os outros atores e o quando fica difícil atuar quando esta ligação não existe. Uma conexão mental e até física entre os atores torna o trabalho muito mais bonito e gostoso de fazer.

Fizemos um exercício em que deveríamos calcular a média de tempo que em que as pessoas do grupo faziam seus passos e continuar. Existiam três etapas: Deveria ter uma sempre alguém levantando, alguém pelo meio do caminho e alguém subindo no palco. Fomos divididos em três grupos. Sempre que um grupo terminava, como todos os seus participantes no palco, o próximo grupo deveria já estar começando a próxima ação. O grupo que estava completo em cima do palco, deveria sair como se fosse um único organismo, mas sem se tocarem. O exercício foi se repetindo algumas vezes. No final todos os participantes da oficina deveriam estar em cima do palco, formando um organismo único que sairia do teatro do SESC e chegaria até a rua tentando ocupar o menos espaço possível.


Márcio também falou bastante do seu método de criação. Uma coisa que foi bastante questionada foi o fato de que ele disse que não usava de intenções quando criava uma peça. Disse que essa não é uma boa maneira. Para exemplificar e ficar mais fácil, pelo que entendi ele tem apenas ideias, não intenções, ele faz um drama, mas não tem a intenção de que as pessoas chorem assistindo este drama, mas isto é um fato que ocasionalmente vai acontecer ou não. Cada público um público. É um tanto mais complexo ainda do que parece, não sei se tenho uma maneira melhor de lhes explicar isso.Você não pode fazer uma peça ou subir no palco com a intenção de trazer determinada emoção ao público, é como fazer uma piada forçada para que as pessoas riam, isso não é legal. Você tem que trazer o seu conteúdo de forma sútil, e deixar com que a racionalização das pessoas perceba o que está sendo passado e ajam da maneira que seu consciente achar melhor. Dar informações picadas para o público não é bom, você tem que fazer com que eles usem da imaginação também, isso torna as coisas mais interessantes e profundas. 

Agora vamos falar um pouquinho da peça.

"A companhia Brasileira de Teatro desdobra inquietações a partir de pensadores abolicionistas btasileiros do século 19  e do livro " A Crítica da
Razão Negra", de Achille Mbembe. Apresentação de esboços de cenas em fase de experimentação e trechos de textos elaborados nessa etapa de criação."

Na verdade não foi bem uma peça, apenas um ensaio do que ainda estão montando. Mesmo assim foi bastante intenso, deu para ter uma boa ideia do que pretendem fazer e o quão bom e interessante será.
Eu não tenho foto, foi nos pedido para que não fizesse. Eu também não tenho muito o que lhes contar, perderia toda a graça quando forem assistir.
Só vou lhes dizer que será uma boa peça, e que vai falar bastante sobre negros, principalmente mulheres negras. Peço também para que se forem assistir, irem preparados, será bem intensa. 




quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Oficina - Arte com Estêncil



(imagem de minha criações na oficina)


Criação artística com a técnica usada por grafiteiros e artistas para aplicar e reproduzir uma imagem em suportes diversos, através do uso do spray e moldes perfurados - Com Rodrigo Motta.



Olá, como vão queridos leitores?


Hoje, novamente, mais uma vez, falarei de uma oficina da qual participei no SESC, já que ele é um dos melhores lugares que existem nessa Araraquara!


A oficina falou sobre o uso de Spray com Estêncil, foi a primeira vez na vida que usei spray, então me deem um desconto por meus desenhos não terem saído tão bons!

A parte mais interessante da oficina para mim foi a de como se cria máscaras para se usar na grafitagem. É interessante ver a decomposição do desenho em diversos estêncils diferentes e como fica interessante depois que a gente coloca tudo junto. Os meus desenhos finais acabaram ficando diferente do esboço a lápis que fiz. 


Toda vez que você desejar trocar a cor de alguma parte específica do seu desenho terá que fazer uma outra máscara. Isso acontece porque o alcance do spray é grande, e não pode ser tão bem controlado com um pincel, creio eu, por isso se deve tomar cuidado para não manchar a obra tentando fazer algo mais rápido e prático.


Bom, agora vou tentar dar uma explicadinha de como acontece o processo de criação do grafite, lhes mostrando algumas coisas que aprendi na oficina:



Tirando os sprays e os papéis, esses aqui foram os materiais utilizados na oficina:
Lápis, caneta, borracha, essa tabuinha que não corta e o estilete.




Esta ai é a imagem inteira e inicial que criei para poder grafitar. Eu peguei uma caveira que achei interessante na internet e dei umas adaptadas (as partes mais escuras são os cortes que eu já tinha começado a fazer), até aqui nada de novo.



Essas são as máscaras que  criei a partir do desenho inicial. Como queria que meu desenho tivesse três cores diferentes: uma para a cabeça, uma para o lenço e outras paras as linhas de detalhes, que foi o que  me levou a fazer essas três máscaras diferentes, uma para cada cor que usei. 
A primeira máscara é a do rosto, onde eu recortei apenas o contorno dele, deixando o buraco onde seria o rosto e também seria o lugar onde o spray pegaria, para ficar mais fácil de vocês entenderem.
A segunda máscara é do lenço na cabeça da caveira, fiz a mesma coisa que na máscara anterior, recortando agora apenas o contorno do lenço.  
A terceira máscara é dos contornos e detalhes do desenho, os quais fiz todos pretos, pois não tinha muito mais tempo para permanecer na oficina. 


Para facilitar na compreensão,  escrevei um passo-a-passo bem básico das etapas de criação do grafitte.


- Primeiro você escolhe/cria um desenho inteiro e passa para o papel, ou outro tipo de material grosso que você consiga cortar com estilete. (o papel tem que ser grosso porque você precisa que a máscara fique estável depois de recortada, fique em pé, sem cair para trás ou para frente)

- A seguir você pega o estilete e faz todos os cortes na máscara: Você faz cortes grossos no desenho, mostrando todas as linhas e detalhes que desenha que apareçam em seu desenho. Lembre-se sempre de deixar pontes entre alguns cortes, pois pode ocorrer de seu recorte cair da máscara, acontece quando você corta toda a volta do desenho. (na imagem a cima, essa seria o desenho da terceira máscara)

- Após isso, você escolhe os detalhes que deseja que sejam diferentes em seu desenho. No meu caso eu queria que o rosto e o lenço fossem de cores diferentes, então fiz o recorte do contorno do rosto e do contorno do lenço.

- Em seguida, você pega (claro que se for uma parede você não pega, simplesmente vai até ela) a superfície que deseja pintar e organiza a sequência que ira utilizar nas máscaras. Eu aconselho sempre começar das coisas que estão no fundo para as que estão na frente. Exemplo: eu comecei pintando o contorno do rosto da minha caveira, depois coloquei o contorno do lenço. Fiz isso por que na vida real, a gente coloca o lenço por cima da cabeça não é mesmo? isso significa que o lenço sobrepõe o rosto, concluindo então que ele está mais a frente. Para finalizar eu coloquei a máscara de contornos, já que quando desenhamos normalmente estes são os últimos que fazemos juntamente com os detalhes, que também foram recortados na terceira máscara. 

- Vualá, temos um grafite terminado (é a primeira imagem dessa postagem)

A parte mais difícil para mim foi ficar cortando todas as máscaras com o estilete, chegou num ponto em que minha mão não parava de doer. Usar o estilete de forma correta para fazer o corte foi bem difícil, não consegui fazer boas linhas, e minhas máscaras acabaram não ficando muito boas, mas para uma primeira vez, até que fui bem! Ah, não posso esquecer que saber especificamente onde fazer o corto no papel é algo difícil. Eu demorei um tempo e tive que pedir algumas ajudas ao oficineiro sobre a maneira que deveria distribuir os cortes no desenho para que ficasse bom e mesmo assim sinto que não consegui fazer isso muito bem.

Creio que estas foram as informações importantes que obtive na oficina e que devo passar para vocês, espero não ter esquecido nada de grande valor e agora, para finalizar a postagem, mais algumas fotinhos que fiz da oficina!


(Fotinho da turma que estava presente)



(fotinho do oficineiro Rodrigo Motta)




(foto do humilhante grafitte que o oficineiro fez e levou para nos mostrar, comparado com o meu este é incrivelmente mais bem feito e bonito)

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Oficina: Técnicas de Pintura em Superfície MDF

( foto do resultado da oficina)


Olá Queridos, mais esta vez venho lhes contar sobre outra oficina maravilhosa que participei no Sesc Araraquara!
A oficina foi sobre pintura nos meus queridinhos "MDFs". Quando eu olhei o folheto do mês de Julho e vi que teria essa oficina fiquei tão feliz, fui logo me inscrever para não perder a vaga, ela ocorreu em dois dias, quais foram 19 e 20 de Julho. No dia 19 pintamos o cofre e no dia 20 pintamos o abajur. 

A técnica utilizada foi totalmente diferente da que estou acostumada a usar. Não precisamos lixar, passar base, não precisamos nem se quer esperar a tinta secar para passar outra cor por cima, não utilizamos tinta na pintura. 

O materiais utilizados foram canetas marcadoras (mais para baixo tem uma foto delas que fiz para lhes mostrar), elas são divinas, apesar de cores muito claras mancharem. O problema maior é que custam muito caro e o tempo de duração delas não parece ser muito, o que para mim não compensa o preço. Como sei usar tinta na pintura de imagens, utilizar esta caneta no MDF não me parece a melhor opção, o custo da produção sai bem mais alto. Para não dizer que não usaria nenhuma, tem as canetas nas cores branco e preto, que eu adoraria  usar para fazer detalhes. A canetas variam em diversos tamanhos, desde bem fininhas até umas super grossas, e suas cores se sobrepõem, dar o acabamento com elas acabaria se tornando mais fácil e preciso em algumas partes.

Vendo o lado bom, há uma grande utilidade dessas canetas em superfície em que a tinta não fixa, como capacetes, chapes, tanques de moto entre diversos outros materiais, além destes serem materiais mais nobres que precisam de mais precisão e cuidado, coisa que as canetas nos trazem um pouco mais, de certa forma.

Ah, o tempo que a gente leva para executar o trabalho com elas também é bem menor do que o que necessitamos ao fazer a pintura com tinta, eu levei menos de três horas para fazer cada peça desde a escolha do desenho, sua passagem para a peça e toda a pintura até o detalhamento.Se estivesse usando tinta, com toda certeza levaria bem mais tempo do que isso para a finalização, devido ao tempo que leva para secar. As canetas secam quase que instantaneamente, o que torna o trabalho mais rápido. Se a produção fosse feita em massa, uma quantidade de pelo menos 5 peças, o uso da caneta já não seria tão mais vantajoso, as peças feitas com tinta teriam tempo para secar entre a pintura de uma e outra.

Bom, como a tinta eu já utilizo a um certo tempo e as canetas eu utilizei apenas uma vez, essa é a opinião que acabei tendo, mas não significa que seja totalmente verdade que a tinta é mais útil que caneta. Estou apenas pensando no custo benefício final da peça. As canetas são super legais para se usar, mas tem um custo bem salgado.






Esta oficina foi ministrada pelo artista Ratónes Art, no Sesc Araraquara.