quinta-feira, 27 de julho de 2017

OFICINA: Acrobacia e Introdução ao Aparelho Icários




Olá queridos, como é que vão vocês?


Eu vou muito bem e também estou repleta de novidades para lhes contar, é que andei trabalhando tanto, e indo há tantos eventos que acabei ficando exausta e sem tempo de fazer as postagens, mas não se preocupem que conteúdo é a última coisa que vai me faltar, pelo menos por enquanto!

De todas as novidades que eu tenho, vou falar sobre a oficina gostosíssima que fiz ontem a noite no Sesc, além de ter sido ótima, ainda esta fresquinha em mim, o que torna o descrever dela mais fácil, as dores que estou sentindo não me deixam esquecer de nada!



Desenvolvimento de acrobacias em dupla e trio e introdução ao aparelho tradicional circense: Icários. -
Esta é a descrição que estava no caderno de programação do SESC Araraquara do mês de Julho.


Olha, eu agradeci muito por ter começado a academia a algum tempo, porque se eu não tivesse ontem a força que ganhei neste meses que fiz de academia, a oficina seria um tanto quanto falida para mim. A necessidade de se ter força para fazer acrobacias é evidente, quanto mais força você tiver, mais bonito os movimentos ficam, pois eles ficam mais limpos, retos, sem muitas tremulações corporais.
Outra coisa muito importante é o controle que você tem sobre o seu corpo e a confiança na outra pessoa. A pessoa que está em cima, chamada de volante, tem que ter muita confiança na pessoa que está em baixo, chamada de base. Esta pessoa que está em baixo tem que ter muito controle do seu corpo, principalmente pernas e braços, para poder manter a pessoa de cima equilibrada e segura, qualquer movimentação além da necessária acaba tornando o movimento muito mais difícil, fazendo com que o volante pareça mais pesado do que evidentemente é.

Ontem, o foco principal foi com acrobacias em um aparelho chamado de "Icários", é um aparelho construído com uma angulação de em média 45°,  onde tem duas hastes que você pode usar para manter a cabeça fixa na hora de fazer manobras com o seu parceiro ou parceiros, ou também pode utilizar para fazer manobras sozinho. 
Este aparelho serve para auxiliar a base com o levantamento do volante (ele, a base, deita de costas no aparelho, mantendo o seu corpo com a área da perna sempre virada para a parte mais alta do aparelho), a angulação que ele tem é transferida  para o corpo e faz com que se use menos força na execução dos movimentos.


Eu nunca tinha praticado nenhum tipo de acrobacia na minha vida antes, nem cambalhotas eu conseguia fazer direito quando era criança, e experimentar as possibilidades que este aparelho, e principalmente a acrobacia nos traz foi algo fantástico. Esta oficina me trouxe um desejo muito grande de fazer aulas de circo, e  eu não vou deixar este desejo passar em vão.
Ontem eu experimentei as duas possibilidades do aparelho, ser volante ou ser base. Ser o volante nos dá um sensação muito boa, de estar voando, vendo as coisas de ângulos diferentes dos costumeiros, dá um pouquinho de medo de cair também, mas as sensações gostosas acabam tornando este medo irrelevante. Ser a base nos dá a sensação de cuidado, porque  o outro depende de nós, somos nós que guiamos o outro, somos o apoio, somos de fato a base para tudo o que está acontecendo, o volante não consegue fazer execuções se não tiver uma boa base.


Apesar de ter sido una oficina de pouca duração, apenas 1:30hs, foi divertidíssimo e super produtor; eu indicio para todas as pessoas que tiverem uma oportunidade de participar de oficinas e aulas relacionadas ao circo para não deixarem passar porque o tempo dedicado a elas jamais será algo perdido. 

Eu não posso deixar de falar aqui que os oficineiros foram super atenciosos e dedicados, eu com toda certeza iria a mais inúmeras aulas que eles fossem dar e sairia de todas elas muito feliz e satisfeita.

Hoje é isto que tenho a lhes falar, espero que gostem do conteúdo e que ele seja útil de alguma maneira a quem ler.

Lhes deixo um abraço cheio de gratidão e agradecimentos por estarem mais está vez compartilhando experiencias comigo! <3

PS: Não são as melhores fotos que verão hoje, mas eu tive que faze-las rapidinho porque já estavam desmontando as coisas. São fotos do equipamento Icário que usamos, achei que seria importante mostrá-lo para vocês. 






Oficina ministrada pela Cia. Circo do asfalto na área de Convivência do Sesc Araraquara.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Oficina: Retro Beads



Queridos, semana passada eu não postei nada por que ainda estou tentando organizar o conteúdo que pretendia usar, vou ver se consigo fazer isso ainda nesta semana ou na próxima.

Agora vamos falar de coisa gostosa e finalizada! Olhem esses chaveiros maravilhosos que  aprendi a fazer ontem na oficina do Sesc, eles não são umas coisinhas super fofas? 

Eles são feitos com uma técnica super gostosa  e consideravelmente simples de se fazer, bom, pelo menos esses modelos são; o único problema é encontrar o material para produção, parece que no Brasil não existem meios viáveis de adquiri-los, tem que ser comprados em sites estrangeiros e levam um tempão para chegar.

O nome do material usado é Hama Beads, são  pequenas peças em forma de pontos  que são colocadas em cima de uma tabuinha de plástico com pontas para segurar (igual a da foto).
Elas são uma espécie de cone com um buraquinho no meio, tipo pedra para fazer bijuteria, você vai colocando pecinha por pecinha e transformando os pontinhos num belo desenho,  no final vira  imagem pixelizada, que eu acho muito bacana!

Eu usei pecinhas de 5mm, o maior tamanho existente, não dá para fazer desenhos muito detalhados com esse tamanho, no caso de chaveiros ou artigos pequenos, pois eles acabam ficando muito grande, do mesmo jeito que não dá para fazer desenhos menos complexos com as menores, pois acabaria ficando muito pequeno, a não ser que este seja seu desejo.
Tenho a intenção de comprar pecinhas de 2,6mm (que são as menores, depois destas vem as de 3mm) para fazer umas peças bem detalhadas e algumas de 5mm, para por em prática umas ideias diferenciadas que já tenho, só preciso juntar uma boa graninha para este investimento.

Ah, não posso esquecer do resto do processo de produção: depois de montar o desenho na tábua, você pega uma folha vegetal e coloca por cima do desenho, pega o ferro de passar roupa, deixa ele esquentar, mas não muito, e o passa por cima da folha, para que as pecinhas derretam parcialmente, colando uma nas outras, o desenho ficará colado no papel vegetal, você o retira de lá e repete o mesmo processo do outro lado da imagem de Hama. Não se deve passar o ferro diretamente nas peças, que são de plástico, pois podem derreter muito e grudar, já era seu lindo desenho de Hama. Também não deixe o ferro muito quente, a peça pode ficar com imperfeições por causa da temperatura muito alta.
Super simples não é mesmo?

Eu adorei fazer essa oficina, o processo de produção  é  muito gostoso, e da para criar coisas incríveis com esse material, já me sinto ansiosa com a chegada das minhas futuras comprinhas!







Oficina realizada no SESC Araraquara pela oficineira Daniela Bathory, do Ateliê Senhor Coelho.